Sobre as paixões e outros textos reúne cinco escritos de David Hume, e o que os põe no mesmo volume é menos o assunto que a prova. Numa metade, Hume sustenta que a razão, sozinha, nunca moveu ninguém, e que nem a imortalidade da alma nem a condenação do suicídio se sustentam por argumento — tese que lhe custou ver dois ensaios recortados de um livro já impresso. Na outra, ele conta a própria vida; James Boswell vai ao seu quarto de moribundo verificar se um homem sem religião consegue
morrer sereno, e o encontra “sereno e até alegre”; e Adam Smith fecha o volume dizendo que o amigo se aproximou “da ideia de um homem perfeitamente sábio e virtuoso”.