Em História pessoal do Boom, José Donoso oferece um relato íntimo e ao mesmo tempo crítico de um dos períodos mais importantes da literatura latino-americana. Publicado originalmente em 1972, o livro parte de suas próprias experiências como escritor e testemunha para reconstruir a formação, a expansão internacional e as contradições do chamado Boom latino-americano, acompanhando de perto figuras como Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, Julio Cortázar e Carlos Fuentes. Entre encontros, viagens, amizades, disputas, sucessos editoriais e episódios de bastidores, Donoso desmonta a imagem idealizada de um movimento literário homogêneo e revela uma rede complexa de escritores, editores, agentes e relações pessoais que ajudou a transformar a literatura hispano-americana em um fenômeno internacional. Mais do que uma história oficial do Boom, o livro é uma memória literária de dentro do movimento, marcada pelo humor, pela intimidade e também pelas ambiguidades de quem foi simultaneamente testemunha e protagonista daquele momento decisivo.