Por meio de uma investigação formal com diferentes modos textuais – uma peça de teatro escrita em verso; ilustrações; poemas narrativos referenciados na tradição da tragédia teatral em linguagem cotidiana; costuras de mitologias com referências da cultura pop – a autora busca rastros de nomes para sua história, entre ficções e outras histórias coletadas. falar de morte, aborto, violência obstétrica e maternidade requer compreender que essas experiências fogem às regras formais, semânticas, morais e cartoriais. assim, a narrativa híbrida é construída, não numa tentativa de contemplar uma totalidade de histórias e experiências, mas para deixar o texto aberto para que seja remontado e costurado junto a quem lê, num convite para buscar coletivamente nomes, sem que esses nomes sejam tratados como finais descritivos. pois, ao mesmo tempo em que essas experiências comumente recebam nomes oportunos impostos pelo olhar exterior, elas também ficam reclusas à nulidade domesticadora. enquanto o olhar externo dá diversos nomes e ao mesmo tempo nenhum, ele interdita que as pessoas se apropriem de suas histórias.