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A Espiritualidade da Fragilidade: Um Retrato da Vida e da Obra de Henri Nouwen - Livraria da Vila
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A Espiritualidade da Fragilidade: Um Retrato da Vida e da Obra de Henri Nouwen

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E se aquilo que mais tentamos esconder for justamente o lugar onde Deus deseja nos encontrar? Vivemos em uma cultura que nos ensina a esconder as feridas, disfarçar os limites e transformar a existência em uma sucessão de conquistas. Aprendemos que é preciso ser forte, produtivo e autossuficiente. Que depender dos outros é sinal de fraqueza. Assim, quanto mais tentamos escapar da nossa fragilidade, mais distantes podemos ficar de nós mesmos, dos outros e de Deus. É nesse território, que Deivis Macedo apresenta o lugar para acolher a condição humana e buscar sentido. Estabelece fecundo diálogo com Henri Nouwen, propondo olhar para a fragilidade de outra maneira. Ela não precisa ser compreendida como fracasso ou aquilo que deve ser superado, mas como condição humana e lugar de encontro. Quando acolhemos nossa vulnerabilidade, abre-se um espaço para o amor, para a relação e para a presença de Deus. A Espiritualidade da Fragilidade encontra então seus caminhos na oração, na escrita e na comunidade. Na oração, aprendemos a silenciar e escutar. Na escrita, damos nome à nossa experiência e revisitarmos nossa história. Na comunidade, descobrimos que ninguém se humaniza sozinho. Três caminhos que nos conduzem à escuta de Deus, de nós mesmos e do outro, tornando-nos sensíveis à voz do Espírito. Esse enraizamento encontra seu fundamento na encarnação de Jesus Cristo. Deus não permanece distante da vulnerabilidade humana: entra nela, assume nossa condição, experimenta a dor, o abandono e a morte. Em Jesus, descobrimos que nossa fragilidade não é um território abandonado por Deus. Acolher a fragilidade não significa celebrar a dor, mas reconhecer que, nos limites, nas perdas, nas necessidades e nos vínculos, também pode nascer uma nova abertura para o amor. Talvez a verdadeira força não esteja em deixar de ser frágil, mas em descobrir que é justamente na fragilidade que Deus nos encontra, o amor nos alcança e a nossa humanidade renasce.