Aos cinco anos, ele vendia geladinho descalço nas praias do Espírito Santo. Aos cinco anos, foi trancado dentro de um armário em chamas pela própria mãe, que lutava contra a esquizofrenia e tentava proteger os filhos de um mundo que, para ela, era cruel demais. Aos dez, cruzou o país de carona num caminhão de mudanças, sem pai, sem herança, sem perspectiva. O primeiro endereço em Goiás foi um barraco de três cômodos sem banheiro. A única coisa que sua mãe conseguiu lhe deixar foi a honra. O resto foi por conta própria. Este não é um livro de autoajuda. Não é autobiografia. Não é discurso motivacional. É um manual de vida para quem não recebeu manual nenhum. Para quem começou sem sobrenome, sem herança, sem padrinho, sem rede de proteção. Para quem ouviu a vida inteira que não ia dar em nada e insistiu em dar em algo. Para quem acha que é tarde demais e precisa ouvir que nunca é.