O Brasil envelheceu antes de enriquecer. Em 12 anos, o número de pessoas com 60 anos ou mais cresceu 57,4%, e hoje elas são mais de 10,9% da população. Muitas querem ou precisam continuar trabalhando, seja para se manter ocupado ou porque a aposentadoria não paga as contas. O mercado, porém, foi feito à imagem da juventude. Currículos são descartados por data de nascimento, processos seletivos filtram por idade e o preconceito etário se pratica sem que ninguém precise assumí-lo. O resultado aparece nos números: dos 8,3 milhões de pessoas idosas ocupadas em 2024, 43,3% trabalhavam por conta própria, quase sempre sem férias e sem FGTS. Dayana Magalhães percorre a legislação nacional e internacional, mede a distância entre o que a lei promete e o balcão de emprego entrega, examina o que o Japão, Alemanha e Singapura já fizeram e o que tramita no Congresso brasileiro. E não se contenta em diagnosticar: propõe caminhos concretos. Um livro sobre o direito de trabalhar e envelhecer com dignidade, ou seja, um livro sobre todos nós.