Pode uma divindade pedir o sacrifício de uma criança? Sacrifícios humanos são aceitáveis? As respostas habituais a estas questões são um sonoro NÃO. A grande di?culdade, para as pessoas cristãs, é, após responder desta forma, lidar com a história do sacrifício de Isaque solicitado a Abraão. Este texto em Gênesis fornece fortes argumentos para as pessoas que não compreendem, ou que sejam inimigas, da fé cristã. E para as que nela caminham, um espinho que incomoda. É argumento frequente a favor do conceito de que bíblia apresenta dois deuses diferentes: um no Novo e outro no Velho Testamentos. As explicações habituais partem do conceito de que, no Velho Testamento, diversas histórias são antevisões de eventos narrados no Novo Testamento. Neste caso, o sacrifício de Isaque seria a antevisão da morte voluntária e sacri?cial de Jesus, e Sua ressurreição. E completam pontuando a importância da completa obediência do ser humano à vontade divina. Contudo, sendo uma história real, elas não levam em conta o drama humano de pai e ?lho, o que signi?cou na vida de ambos (sem mencionar Sara, a mãe), esta ordem divina inquestionável e de?nitiva. E isolam este trecho da vida de Abraão dos demais, como se não houvesse interrelação. Este trabalho se propõe a lidar com estes questionamentos, compreendendo a partir da noção de que a Trindade é Amor que redime e transforma as pessoas que se A buscam.