O livro oferece um mapeamento detalhado de como a internacionalização das políticas universitárias serviu, historicamente, como ferramenta de dominação e extração de lucros pelo centro capitalista.
Os autores dividem essa trajetória em oito ciclos, partindo da implementação de modelos coloniais até as exigências atuais de padronização, rankings e competências digitais.
A obra denuncia a “lacuna epistêmica” que desvincula o ensino presencial da aceleração tecnológica do mercado, alertando para o risco de obsolescência da universidade pública frente ao avanço das corporações de tecnologia.
Propõe, ao fim, uma ruptura epistemológica e a urgência de uma inteligência coletiva para transformar radicalmente as instituições de ensino em espaços de justiça social, soberania nacional e cooperação internacional baseada na solidariedade.
“Durante séculos, o pensamento crítico foi o oxigénio das universidades, especialmente as públicas e autónomas. E o pensamento crítico visava questionar o status quo, a legitimação da divisão de classes e o que ela implica, o acesso diferenciado à ciência, à tecnologia e ao desenvolvimento humano integral. Neste livro, [vemos] como as modalidades de internacionalização universitária que têm o capital como epicentro acabaram por cercear e encurralar o pensamento crítico.”