Em um Brasil marcado por crises democráticas, pânicos morais e disputas por reconhecimento, a família voltou ao centro do debate público como símbolo, argumento e campo de batalha. Neste livro, Elias Serejo investiga como diferentes noções de família são mobilizadas por movimentos sociais e pelos media na construção de antagonismos, legitimidades e exclusões.
Partindo da ascensão do neoconservadorismo e de sua convergência com a racionalidade neoliberal, a obra mostra como a “defesa da família” se tornou peça-chave de projetos políticos contemporâneos a partir do tensionamento causado pelas agendas feministas e LGBTQIA+ ao reivindicar pluralidade, cidadania e reconhecimento.
Ao analisar materiais discursivos de organizações conservadoras, progressistas e portais jornalísticos de circulação nacional, o livro propõe compreender a família não como evidência natural, mas como problema comunicacional e categoria política em disputa. Esta obra ilumina impasses centrais da democracia brasileira e convida o leitor a refletir sobre quem pode ser reconhecido, em que termos e com quais efeitos na vida pública.