Hélène Dorion, um dos grandes marcos da literatura canadense contemporânea, cria um horizonte poético nítido em seu livro de estreia no Brasil.
A natureza, em "Minhas florestas", não é paisagem estática: é vida, tempo e impermanência. Aqui, as ondas cantam, as folhas abraçam, o vento fere, as estrelas rasgam. Sobretudo, essas florestas são um espelho — refletem o interior da poeta, do leitor e daquilo que chamamos de humanidade .
"Minhas florestas" dialoga precisamente com a incessante relação violenta de nosso país com a própria natureza e seus povos originários. Dorion nos convida a encarar essa ferida de frente, “ancorar o olhar em um silêncio a ser preservado”