O que é uma saúde que não se mede pela ausência de doença? Para Nietzsche, a “grande saúde” não é um estado a conquistar, mas uma maneira de afirmar a vida — com suas dores, contradições e excessos. É a coragem de dizer sim à existência inteira.
Nascido do I Colóquio do IPUB, este livro põe filosofia e clínica em conversa. O corpo como fio condutor de toda interpretação, a fragilidade que nos torna humanos em Hannah Arendt, a saudade como experiência de saúde, o amor como prática clínica em Kierkegaard, a potência dos corpos velhos que reivindicam sua autonomia roubada — e, entre ensaios e conversas, um cordel que filosofa com o martelo.
Não um manual de bem-estar, mas um exercício de pensamento. Um convite para quem desconfia das respostas prontas e prefere as perguntas que nos mantêm vivos.