O desafio clínico cotidiano é marcado por variações do terceiro enquanto horizonte de referência e de indagação, tanto em suas dimensões psicopatológicas quanto técnicas e éticas. O terceiro como experiência nos coloca em um constante fio da navalha, que mantém a Psicanálise como prática e teoria em aberto, sempre em construção. Um trabalho de fôlego, como este de Fábio Brinholli, avança na direção desse horizonte e enfrenta as indagações impostas pelo terceiro, não com a expectativa de resolvê-las, mas buscando aumentar nosso repertório de possibilidades reflexivas. Repertório este que é elemento fundamental na sustentação da condição de ser analista.Nelson Ernesto Coelho JuniorPsicanalista e professor aposentado do Instituto de Psicologia da USP