"“(...) Do ponto de vista estético Prof. Paulo Ferreira da Cunha lança mão de técnicas desenvolvidas nas artes, durante o Renascimento, e que foram muito utilizadas durante o Barroco, por mestres como Caravaggio. Refiro-me, sobretudo, ao chiaroscuro e ao sfumato, as quais não são meras metáforas ou títulos a ilustrar a obra como bem notarão as leitoras e leitores atentos. O contraste do chiaroscuro e as nuanças do sfumato permitem apartar ideias simples e erradas, do que realmente foi escrito, de qual era o contexto, de como viveu o Maquiavel, e quais são, segundo o estado da arte, as interpretações possíveis de suas afirmações tão repetidas e tão pouco refletidas no conjunto de seu pensamento. (....) Ao tratar de Maquiavel, Paulo Ferreira da Cunha celebrado intelectual, jurista, e autor de centena de obras, nos recorda dessa lição atualíssima. Por essas e outras virtudes, parabenizo o autor e casa editorial pela publicação da presente obra, que se soma a bibliografia em língua portuguesa sobre Maquiavel (...).”"