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Arbitragem - Análise Econômica e Comportamental - 1ª Ed - 2026: 30 Anos da Lei de Arbitragem - Livraria da Vila
LivrosNão FicçãoDireitoArbitragem - Análise Econômica e Comportamental - 1ª Ed - 2026: 30 Anos da Lei de Arbitragem

Arbitragem - Análise Econômica e Comportamental - 1ª Ed - 2026: 30 Anos da Lei de Arbitragem

Ana Paula Ribeiro Nani, Danilo Brum de Magalhães Júnior, Thiago Tavares da Silva, Andréia Propp Arend, Bruno Guandalini, Marcelo de Souza Richter, Márcia Ester Castro Pilger, Renan de Lima Santos

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Arbitragem - Análise Econômica e Comportamental 1ª Ed - 2026 30 anos da Lei de Arbitragem Nos trinta anos de vigência da Lei de Arbitragem (Lei 9.307/1996), poucos institutos evoluíram tanto quanto a arbitragem no Brasil: de mecanismo cercado de desconfiança doutrinária a pilar da resolução de disputas empresariais de alto valor. Esta obra, organizada por Luciano Benetti Timm, reúne, em volume único, os principais textos sobre o tema que o autor produziu ao longo dessas três décadas, propondo uma lente ainda pouco explorada na literatura jurídica nacional: a da análise econômica e comportamental do direito. Mais do que uma simples coletânea, o livro revela uma linha de investigação coerente e progressiva. A Parte I – Teoria Geral reúne sete artigos que constroem os fundamentos econômicos e comportamentais da arbitragem: dos custos de transação de Coase e North à virada comportamental de Kahneman, Thaler e Sunstein, passando pela imparcialidade do árbitro, pelos vieses cognitivos que distorcem a escolha dos julgadores, pelo dever de revelação e pela própria noção de eficiência no procedimento arbitral. A Parte II – Aplicações Setoriais traz cinco estudos que levam esse instrumental a domínios concretos: a arbitragem expedita, a arbitragem como ferramenta de gestão empresarial, o agronegócio (com o emblemático caso da "soja verde"), os contratos administrativos (à luz do caso AES Uruguaiana) e a estrutura de custos das câmaras arbitrais, em análise do Regulamento do CAM-CCBC. O fio que conecta os textos é uma tese central: a arbitragem gera valor porque reduz custos de transação — por meio de sigilo, especialização, celeridade e internalização dos custos do litígio — e produz incentivos de qualidade decisória superiores aos do processo judicial estatal subsidiado. Sustentada por dados empíricos (do CNJ à ICC Commission on Arbitration e às Queen Mary Surveys), a obra vai além da dogmática ao reconhecer que também os árbitros estão sujeitos a vieses cognitivos, e que a superioridade da arbitragem não é absoluta: depende de uma arquitetura de incentivos e de governança que pode — e deve — ser continuamente aperfeiçoada. Trata-se de leitura indispensável para advogados, árbitros, magistrados, gestores jurídicos e pesquisadores que desejem compreender a arbitragem para além de sua dimensão estritamente normativa — a partir dos incentivos econômicos e comportamentais que moldam o seu funcionamento.