De 2016 a 2026, Sérgio Rodrigues publicou em sua coluna semanal na Folha de S.Paulo centenas de crônicas de crítica cultural que se dispunham a captar o espírito de nosso tempo a partir de suas manifestações na linguagem cotidiana. Escreveu, entre outras coisas, sobre o avanço da extrema direita global, a consolidação das redes sociais como arena de disputa política, a popularização da IA e a crise climática. Mas de que forma esses temas afetam os códigos que usamos para nos comunicar, expressar nossos desejos e opiniões, criar nossos filhos e devolver algum sentido ao mundo? É essa pergunta que o autor busca responder em "Esse estranho agora", ao mesmo tempo em que faz uma defesa veemente e apaixonada da importância do livro e da leitura em meio à proliferação dos discursos de ódio e das fake news.