Em A triste história da informação: a nova bomba atômica e o lixo da indigência artificial, Silvio Rhatto parte de uma constatação radical: a informação tornou-se uma tecnologia de guerra e destruição. Sob a promessa de produzir inteligência, sistemas e máquinas produzem, na verdade, indigência.
A Indigência Artificial é uma condição que nos aproxima dos limites do “Infopocalipse” — o momento em que a informação já não amplia as possibilidades da vida, mas passa a administrar e restringir futuros. Silvio investiga o que foi, o que é e o que ainda pode vir a ser a informação. Percorrendo as origens, transformações e destinos do conceito, revela suas relações históricas com diferentes formas de controle — biológico, individual, social e maquínico — e procura decifrar o “código” que opera por trás delas.
A triste história da informação é, nesse sentido, tanto uma genealogia crítica quanto uma tentativa de abrir espaço para aquilo que a própria informação ameaça tornar impossível: outros futuros.