Por que ler sobre uma banda de rock que acabou há mais de 50 anos? Eu respondo: eles ainda são relevantes. Assim como Tom Jobim, Leonardo da Vinci, Mozart, Charles Chaplin ou Frida Kahlo, eles deixaram sua marca na história das artes. Suas canções e seu comportamento influenciaram gerações. Mas surge outra pergunta: como conseguem manter sua relevância em uma realidade de aceleração temporal e efemeridade como a nossa? Onde youtubers, tiktokers, kwaiers e funkstars, com suas imagens instagramáveis, bombardeiam nossas vidas, temperadas com fake news e intolerância? Este livro busca entender como a obra dos Beatles se mantém viva em uma sociedade fortemente calcada na pós-verdade. Andy Warhol afirmou em 1968: “No futuro, todos serão mundialmente famosos por 15 minutos”, para depois serem esquecidos e substituídos. Ele não estava errado. Mas, para toda regra, há exceções. E o quarteto de Liverpool é uma delas.