Escrito a partir da experiência de uma família que acompanhou, ao longo de quase uma década, o tratamento de um filho diagnosticado na primeira infância com um tumor cerebral, o livro propõe uma reflexão sobre um tema que permanece pouco visível no debate público: o cotidiano do cuidado. Sem recorrer ao discurso da superação nem à dramatização da doença, a obra concentra seu olhar sobre aquilo que acontece entre um diagnóstico e o desfecho. São anos marcados por decisões médicas, mudanças na rotina familiar, adaptações permanentes, incertezas e pela construção de uma nova forma de habitar o tempo. Ao transformar essa experiência em narrativa, o livro desloca o foco da doença para as relações humanas que se constroem em torno dela.