A hábil pena de Jovina Souza evoca em Reviramundo corpos negros diaspóricos espalhados, por querença ou pilhagem, em toda a geografia do mundo que chamamos de casa — ainda que o pertencimento a ele não se deixe ser contemplado a todas as existências.
Dos pretos meninos ainda no peito às mulheres arreganhadas contra a própria vontade, os poemas mergulham no íntimo coletivo e anunciam as feridas ancestrais infligidas pelo falocentrismo em poder. Sua leitura é indispensável para quem busca se achar — sem, contudo, perder de vista os passos que o fizeram chegar até aqui.