De segunda a sábado,

Das 09h às 17h,

Exceto Feriados.

O Banqueiro Anarquista - Livraria da Vila

O Banqueiro Anarquista

Avise-me
Para ser avisado da disponibilidade deste Produto, basta preencher os campos abaixo. Ou entre em contato pelo WhatsApp (11) 99539-0321 para consultar estoque das lojas físicas

Este produto não está disponível no momento
Quero saber quando estiver disponível
Dois amigos terminam de jantar quando um deles atira uma frase ao acaso, questionando o outro sobre o seu passado anarquista. O interlocutor, um rico banqueiro e açambarcador notável, surpreende ao afirmar que não apenas foi, mas continua sendo anarquista. A partir desse momento, o banqueiro domina a história e narra sua trajetória, desde o nascimento na classe operária até o seu enriquecimento. Sem ter um nome ou uma biografia civil detalhada, a personagem atua como um suporte argumentativo, existindo essencialmente para levar uma ideia até o fim. O banqueiro argumenta que, durante sua militância em um grupo de propaganda, percebeu que os próprios camaradas acabavam produzindo tirania entre si. Como ele concluiu que a única forma de não tiranizar os outros seria agir sozinho, decidiu combater a principal ficção social da época: o dinheiro. A estratégia escolhida para subjugá-lo foi adquiri-lo em quantidade bastante para não sofrer mais a sua influência. Munido desse sofisma, ele declara ter libertado a si mesmo por meio do acúmulo financeiro, classificando-se como um anarquista científico e prático em oposição aos seus colegas pseudo-anarquistas e puramente teóricos. Publicado originalmente em maio de 1922, nas páginas do primeiro número da revista Contemporânea, O Banqueiro Anarquista é uma obra ortônima que o próprio Fernando Pessoa chamou de "sátira dialética". O conto opera por meio de uma cadeia argumentativa que torna o seu absurdo internamente coerente. Como título inaugural da nova coleção da Z Edições, Cla´ssicos Revisitados, a presente edição devolve o leitor à impressão de maio de 1922 — a mesma que o poeta nunca retirou de sua bibliografia —, convidando o público a testemunhar o golpe retórico que transforma o açambarcamento financeiro em liberdade realizada.