Para o narrador de Nossa casa, nosso tempo, a vida na floresta começa todas as manhãs em uma espécie de ritual: o espetáculo da aurora abençoa o dia que se inicia. Logo cedo, as interações dos peixes com os rios e das aves com as árvores demonstram o equilíbrio da natureza, que há muitas gerações é preservado pelos povos que vivem na mata. Neste livro escrito por Edson Kayapó, o dia na aldeia é retratado com um olhar especial para os detalhes da vida que permeia a floresta, mostrando que, do trabalho coletivo aos rituais, da música da alvorada aos ensinamentos ancestrais em torno da fogueira à noite, todas as coisas da floresta estão em equilíbrio contínuo. As ilustrações de Keyla Palikur mostram as cenas do cotidiano da vida na aldeia.