Conheci Flávio Brayner quando ele saía da infância e, no bairro da Madalena, em Recife, tentávamos aproveitar o que ainda restava de um mundo que as guerras e ambições destruíam dia-a-dia.
Foi meu aluno de Literatura Brasileira, no Colégio de Aplicação, da UFPE e, já no 1º ano Científico, comemorou os 50 anos da Semana de Arte Moderna.
E seu horizonte foi-se delineando.
A área das Ciências Humanas era seu prazer maior.
Familiares e alguns educadores sugeriram, pela sua competência, fazer Arquitetura.
Curso de poucas vagas, só alunos de alto padrão eram classificados. Brayner foi um deles. Iniciou o curso, mas logo percebeu o prazer pelo estudo de História.
E foram muitos os colégios que o convidavam para professor. E ele não recusava.
Sua decisão estava tomada. Ser professor. Fazer de seus alunos futuros professores.
Ler muito. Escrever muito. Ser crítico. Sugerir melhorias. Através de concurso público, começou a dar aulas, também, na UFPE.
E eu, como sua professora, por muitos anos, sou hoje, sua aluna.
Leio seus textos nos jornais que os publicam e, quando sou capaz, faço alguns comentários.
A ironia de Brayner, nesses momentos, faz-me reviver.
Mestre, Doutor, Pós- doctor, Pós, Pós, Pós…
O bom seria que todos lessem. É que o dia só amanhecesse depois dessa leitura.
Ah! Que sonho maravilhoso!
Façamos dele realidade!
E o mundo seria melhor!…”