A assassina conta a sua versão da história
O primeiro homem que amei se chamava Oton Straczinsky, um assassino, doze anos mais velho do que eu e vinculado à STASI. Além de amar Oton, eu o matei enforcado com sua gravata. Ele morreu montado e caído sobre mim, despejando seu peso sobre meu corpo, como tantas outras vezes em que transamos no chão do seu quarto
Mas este não é apenas um romance sobre operações e assassinatos.
De jovem clandestina na Alemanha dividida a infiltrada entre terroristas, de guarda-costas improvável de Herbert Marcuse na pretensiosa Paris de 1979 a agente lançada em uma caçada sangrenta em Beirute, Rachel atravessa serviços secretos, amantes, ladrões, artistas e intelectuais, traidores e fantasmas políticos, sobrevivendo à guerra invisível que marcou o século passado e moldou o mundo atual.
Você pode não perdoar a Assassina de Berlim, mas não conseguirá deixar de acompanhar seu rastro de cadáveres, feridas e lembranças a cada identidade assumida e vida abandonada.