“A escrita de Ludmila Singa, ponteiro que derruba séculos de águas contidas, irrompendo-as em verso, também é pontaria: certeira como a flecha dos herdeiros de Jurema. ''''Mulher Inteira'''' me alvejou na exata mira do coração, ao lembrar que o versar de uma mulher negra potente é um pedaço da poesia que vive em todas nós, mulheres escuras que cultivaram o hábito de calar como escudo. O que torna a rota até o poema um desafio de semear a abundância, de deixar que as palavras sejam espada-de-são-jorge navalhando algozes, palavras regadas por matriarcas e aquecidas pelo fogo das fogueiras de São João.”
Bell Puã