O narrador deste mundo — em que o inconsciente deixou de ser individual — tece uma trama que funde rigor filosófico a um instigante jogo metalinguístico. O resultado é uma leitura magnética, urgente para estes tempos de pós-narrativa e transparência absoluta. Daniel Alves Pereira faz uma ficção especulativa à altura do debate que propõe e, com este livro de estreia, nos força a encarar o abismo de nossa própria época: um tempo em que os segredos parecem ser a última trincheira de nossa comunidade.