Com base em exemplos de todo o mundo — de Uganda, Nigéria e África do Sul à Arábia Saudita, Américas e Europa —, a autora traça a construção e as maquinações da fábrica do medo feminino, expondo suas mentiras, mitos e seduções. Ela mostra como efeitos aparentemente díspares, como proibições de dirigir, assédio nas ruas e professores coercitivos, são produto da engrenagem incessante da fábrica do medo feminino e do uso do medo como ferramenta de subjugação e punição patriarcal. Publicada originalmente em 2021, na África do Sul, a obra é um relato impactante da violência patriarcal no mundo e uma contribuição para o desenvolvimento de estratégias feministas de combate às diversas violências à condição feminina impostas pelo patriarcado.