A obra examina a filosofia de Pierre Bayle sobre a tolerância na Europa dos séculos XVI e XVII, período em que o ateísmo era associado à imoralidade e à desagregação social. A autora percorre o contexto histórico e a evolução semântica dos termos ''''ateu'''' e ''''ateísmo'''', analisa o medo do inferno como instrumento de controle social e apresenta a figura do ''''ateu virtuoso'''' proposta por Bayle. O filósofo francês argumenta que a superstição e a idolatria são moralmente piores que o ateísmo, defende a viabilidade ética de uma república de ateus e ancora a tolerância no primado da consciência individual. A obra conecta o pensamento bayliano aos debates contemporâneos sobre pluralismo, polarização ideológica e Estado de Direito.