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Lamento de Um Canto Inacabado: na Rota de Che Guevara - Livraria da Vila
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30 de Out

Lamento de Um Canto Inacabado: na Rota de Che Guevara

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Aos trinta anos, com um romance recém-entregue ao editor e nenhuma vontade de assinar uma hipoteca de três décadas, François-Henri Désérable faz a única escolha que lhe parece possível: trocar os móveis pela mochila. Destino: a estrada que Ernesto Guevara e Alberto Granado percorreram em 1952, sobre a velha Norton batizada de La Poderosa. Sessenta e cinco anos depois, ele refaz o itinerário – de moto, de carona, de barco, de caminhonete dividida com duas ovelhas –, da Argentina ao Chile, da Bolívia ao Peru, da Colômbia à Venezuela em colapso, até a Havana da Plaza de la Revolución.O que sai daí não é reverência a um ícone, mas o retrato de um rapaz de vinte e três anos que ainda não era o Che: mulherengo, asmático, apaixonado por rúgbi e por livros. E é, sobretudo, o relato de um escritor que aprende a viajar viajando, entre um caco de garrafa na garganta em La Boca, um condor que plana sobre o Quebrada del Condorito e uma manhã em que os escritórios de Buenos Aires despejam papel pelas janelas. Vencedor do Grande Prêmio do Romance da Academia Francesa, Désérable escreve com humor seco, erudição leve e uma precisão rara. Lamento de um canto inacabado é sobre a estrada e sobre o que se perde ao ter de deixá-la."Um relato suntuoso. Um formidável contador de histórias, imbuído de poesia."Diacritik"Désérable possui um senso agudo de observação, uma forma autêntica de autocrítica e uma visão profundamente humanista do mundo." Culture-Tops"Désérable se afirma aqui como um verdadeiro mestre do relato de viagem." Revue Esprit"Entre anedotas e desvios de rota, a homenagem ao ''''Che'''' rapidamente se revela um pretexto... o escritor francês se deixa levar pela inspiração e pelos encontros, com a consciência aguda de estar vivo." Le Devoir"Seus textos soam, por vezes, como verdadeiras declarações de amor a um continente que soube encontrar um lugar de destaque nas memórias desse viajante." La Presse