"O mercado de apostas veio para ficar. Essa constatação não decorre de juízo moral, mas de observação empírica. A consolidação tecnológica, a digitalização dos meios de pagamento e a incorporação cultural das apostas esportivas à economia contemporânea indicam que o fenômeno ultrapassa o debate simplista entre proibição e liberalização.
A questão central, portanto, não reside na existência da atividade, mas na capacidade do estado brasileiro de se adaptar a ela com inteligência regulatória, coerência institucional e visão sistêmica."