Neste livro, o autor mergulha na trajetória de um dos movimentos mais inovadores do moderno teatro brasileiro: o Teatro Experimental do Negro (TEN). Em primeiro lugar, o livro estuda o projeto dramatúrgico do grupo, destacando suas rupturas e invenções estéticas, bem como sua importância política na luta contra as violências raciais. Além disso, por meio de um minucioso trabalho bibliográfico e arquivístico, a obra analisa as relações entre o TEN e a crítica teatral da época, discutindo lentes ideológicas, disputas e tensões presentes na vasta fortuna crítica do grupo. Assim, o autor questiona as historiografias dominantes que apagaram ou diminuíram o papel decisivo do TEN na transformação do panorama cultural brasileiro e na inauguração do teatro moderno no país.