A obra analisa a dinâmica contemporânea do capital na produção de tecnologias de saúde e seus impactos sobre o acesso a medicamentos no Brasil e no mundo. A partir de uma abordagem crítica, discute em que medida as políticas públicas, em níveis nacional e internacional, têm sido capazes de enfrentar problemas estruturais como o desabastecimento de medicamentos e as desigualdades no acesso a tecnologias essenciais.
Organizado em cinco capítulos — três de natureza teórica e dois voltados à análise de casos concretos —, o livro examina as bases conceituais do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), os efeitos da financeirização nas estratégias das corporações farmacêuticas e o papel da propriedade intelectual na dinâmica do setor. Também aborda questões centrais como o acesso a vacinas durante a pandemia de covid-19, os determinantes do desabastecimento de medicamentos e o abandono da produção de antibióticos, com destaque para as benzilpenicilinas.
Ao articular reflexão teórica e evidências empíricas, a obra contribui para o debate sobre soberania nacional, desenvolvimento produtivo e garantia do acesso equitativo às tecnologias em saúde.