O livro analisa a aliança estratégica entre os setores agroindustriais e a extrema direita bolsonarista, caracterizada por uma agenda de expropriação social e desregulamentação institucional.
A obra percorre o aparelhamento de órgãos como o Incra, a Funai e o Ibama por interesses ruralistas, o processo de "passar a boiada" durante a pandemia e a escalada da violência contra povos indígenas, quilombolas e ambientalistas. Finalmente, os autores esmiúçam o papel do "pessoal do agro" no financiamento de movimentos antidemocráticos, revelando a digital do setor nos bloqueios de rodovias e nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Um diagnóstico profundo da “crise orgânica" brasileira, O agronegócio e a extrema direita bolsonarista detalha como o agronegócio utilizou o Estado para garantir a reprodução ampliada do capital por meio da força e do desmonte de direitos. Através de cinco capítulos, o leitor compreende desde a articulação simbólica do "homem do agro" armado até a participação tático-operacional de empresários e clãs da soja na tentativa de golpe de Estado.
"Este livro é um libelo intelectual, um trabalho de recuperação da memória histórica recente do país...".
— Virginia Fontes, prefácio.