“A paciência negra acabou, viu?” é composto de aforismos sobre a condição negra em situações de racismo estrutural. É uma advertência aos porta-vozes do racismo brasileiro sempre violento, mas naturalizado como uma forma de recreação que serve apenas à sua negação. Na voz do autor: “A intenção é tratar o problema pela lente da ironia, contudo a tragédia é tão vasta que não podemos conceder a última palavra ao humor. Portanto, o riso que surge da voz irônica se revela como um sintoma de nossa estupidez e inação perante o supremacismo”.