Identidades nacionais e a secularização de comunidades religiosas: acertos e problemas nos nacionalismos sionista e panarabista examina de forma crítica e comparativa os limites e paradoxos dos projetos modernos de construção nacional aplicados a comunidades religiosas tradicionais. Partindo do ideal moderno de secularização como condição para a emancipação política, a obra investiga até que ponto a nacionali dade foi capaz de substituir vínculos de fé por identidades políticas coesas e estáveis. O livro analisa o sionismo e o panarabismo como experiências paradig máticas desse processo. Ambos surgem em contextos de crise histórica, ambos se apresentam como movimentos nacionais de inspiração secular e ambos recorrem, de maneira estratégica, a elementos religiosos para legitimar seus projetos de autodeterminação. A obra demonstra como esses nacionalismos buscaram transformar comunidades de fiéis em identidades étnico-políticas, utilizando a língua, a história, a memória e o território como instrumentos de coesão. Ao longo da análise, o autor evidencia os acertos desses projetos — como a capacidade de mobilização, integração e resistência ao domínio externo —, mas também seus problemas estruturais: exclusões inter nas, contradições normativas, autoritarismos e a dificuldade de susten tar modelos verdadeiramente plurais. O livro revela, ainda, como o esgotamento dessas experiências contribuiu para o ressurgimento de movimentos religiosos politizados, questionando a promessa moderna de uma secularização linear e irreversível. Com rigor teórico e abordagem interdisciplinar, esta obra é voltada a leitores das áreas de relações internacionais, ciência política, filosofia política, história e estudos sobre religião. Seu diferencial reside na articulação entre teoria da modernidade e análise histórica concreta, oferecendo uma leitura crítica e atual sobre identidade, poder e secularização em contextos marcados por conflitos persistentes.