Os nove contos do livro, escritos ao longo de quinze anos por Paloma Franca Amorim, destacam, cada um à sua maneira, fragmentos comuns e extraordinários da infância e dos conflitos do amadurecimento. São personagens em duelo com a solidão, o livre-arbítrio, os princípios éticos – ou com a memória de uma Amazônia cindida, de uma juventude entre igapós que não existe mais. Ao conhecê-los, por meio dessa constelação de histórias movidas pelo ímpeto de mudança, nos aproximamos da vida em seu estado mais perecível, por vezes doído, mas profundamente vivo. A obra é o terceiro livro de ficção da escritora paraense e o primeiro que olha nos olhos dos búfalos.