Reunidos em um único volume, o Manifesto Pau-Brasil (1924) e o Manifesto Antropófago (1928), de Oswald de Andrade, acompanhados do prefácio de Paulo Prado ao livro de poesia Pau-Brasil, formam uma das constelações mais férteis e radicais do pensamento brasileiro moderno. Mais do que programas estéticos, os textos constituem uma provocação filosófica e um gesto político: propõem que a identidade nacional seja construída pela afirmação de suas contradições — a mata, o carnaval, o imigrante, o Negro, o Indígena —, recusando a imitação servil da Europa e afirmando a potência criadora da mistura irredutível que é o Brasil.