Entre 980 e 1420, a arte do Ocidente não nasceu isolada do mundo: ergueu-se das tensões entre fé e poder, riqueza e pobreza, ordem e transformação. Em O tempo das catedrais, Georges Duby reconduz mosteiros, catedrais, palácios, esculturas e pinturas à vida dos homens que os conceberam e contemplaram. Das abadias românicas às cidades do gótico, e das cortes principescas às novas liberdades do artista, o historiador acompanha as mudanças sociais, políticas e espirituais que redefiniram a criação medieval. Com erudição e força narrativa, este livro revela como as obras-primas celebraram Deus, serviram aos príncipes e deram forma aos desejos, medos e conquistas de uma civilização em movimento — sem jamais perder de vista o trabalho, a desigualdade e a fecunda diversidade sobre as quais elas se elevaram.