Livres das amarras cronológicas do romance convencional, os capítulos de Erosão em carne viva surgem dispostos anarquicamente, entre o início (que também é um fim) e o final propriamente dito. Eles podem ser lidos isoladamente, em sequência ou não, como se fossem contos, e acabam por fechar o círculo vicioso de ganância, violência e desprezo com os quais a memória do protagonista expõe o enredo.