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Juntas Seremos Fortes. Ods-5: Igualdade de Gênero - Livraria da Vila
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Juntas Seremos Fortes. Ods-5: Igualdade de Gênero

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Escrevo esta breve apresentação quatro dias após uma jovem professora de inglês, que fazia uma trilha matinal na cidade de Florianópolis (21/11/2025), ser brutalmente assassinada, vítima de violência sexual. Catarina Kasten² não foi a primeira e nem será a última, de acordo com os dados do Mapa da Segurança Pública no Brasil (MJSP, 2025), tendo como ano-base 2024. Em média, sete mulheres foram assassinadas por dia, quatro mulheres por dia foram vítimas de feminicídio e 196 mulheres foram vítimas de estupro diariamente. Esses dados são concisos ao nos mostrar os resultados de uma sociedade moldada pelo patriarcado e submersa no machismo e na misoginia, um mundo em que as mulheres não estão seguras em suas casas, em suas famílias, em suas profissões, em espaços de sociabilização e nas ruas. Ao contrário, o espaço da violência, da invisibilização e da marginalização está em todos os lugares. A luta histórica das mulheres, em diferentes sociedades, para ocuparem espaços, terem voz ativa, serem agentes de seu próprio destino e terem escolhas foi fruto de batalhas comunitárias árduas e que, a todo momento, são ameaçadas por debates sexistas. A todo instante, um novo projeto de lei é votado contra a mulher na cidade, a mulher no campo, a mulher periférica, a mulher pobre, a mulher negra, a mulher LGBTQIAPN+. ¹ Annie Souza Marques - Graduada em História pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), mestranda pelo programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) - UNESC. Integrante do Laboratório de Arqueologia Pedro Ignácio Schimitz (LAPIS). Foco de pesquisa em Arqueologia, Arqueologia Histórica e Comunidades Tradicionais ² A professora de inglês Catarina Kasten, de 31 anos, foi assassinada na trilha do Matadeiro, em Florianópolis, na sexta-feira (21), quando seguia para uma aula de natação no início da manhã. O caso é investigado como feminicídio. O suspeito, que confessou o crime, está preso preventivamente. O laudo da Polícia Científica, ao qual a NSC TV teve acesso, confirmou que Catarina morreu por asfixia por estrangulamento e apontou indícios de violência sexual.