Por que você deseja aquele carro que não precisa? Por que um pedaço de metal, plástico e borracha consegue provocar sentimentos tão intensos? Durante 140 anos, o automóvel dominou a imaginação humana de uma forma que nenhum outro objeto conseguiu. A resposta para esse fenômeno está numa fábrica invisível que opera há mais de um século, produzindo desejos em escala industrial.
Neste livro provocador e acessível, Sergio Quintanilha — jornalista que se notabilizou por escrever sobre carros de maneira simples e didática e doutor em comunicação pela USP — revela os segredos por trás do fetiche mais bem-sucedido do capitalismo. Não através de teorias complexas, mas com a escrita envolvente de quem conhece profundamente tanto a indústria quanto a ciência que a sustenta.
Da linha de montagem de Henry Ford aos carros elétricos autônomos de hoje, o livro atravessa 120 anos de dados históricos extraídos de quatro momentos decisivos: 1900, 1940, 1980 e 2020. O que essa pesquisa revela é, ao mesmo tempo, fascinante e inquietante: não estamos apenas mudando — estamos vivendo uma metamorfose. E o automóvel, que ocupou o centro absoluto da sociedade moderna, está sendo deslocado para ocupar outro papel.
Há algo perturbador quando mergulhamos fundo no desejo automotivo. Em um mundo onde carros são elétricos, autônomos e compartilhados — onde jovens preferem aplicativos à propriedade, onde cidades expulsam automóveis de seus centros — descobre-se que quem controla o fetichismo já não é a indústria, nem a mídia, e muito menos os consumidores...
Com o estilo narrativo que conquistou milhões de leitores ao redor do mundo e o rigor de uma pesquisa acadêmica profunda, A Máquina do Desejo é, ao mesmo tempo, uma história fascinante, uma análise da sociedade contemporânea e um alerta: você acha que escolhe o que deseja e sabe quem controla esse desejo. Mas será que escolhe e sabe mesmo?