Como você definiria a existência humana? Se alguém vive apenas para si, incapaz de construir laços verdadeiros ou de se expressar no mundo, pode se dizer que ele está entre os vivos? Ou seria apenas um axioma invisível? São essas questões que atravessam os versos de Fantasma Axiomático, permeados por sofrimento, medo, saudade, desejo e amor, em uma escrita de tom intimista, por vezes confessional, marcada por ecos autobiográficos. Entre o impulso de silenciar a dor e a sede irreprimível de viver, o eu lírico oscila como uma flor que insiste em aprofundar suas raízes em busca de água, mesmo cercada por um mar de concreto. Uma travessia poética pelas zonas mais vulneráveis da existência, na qual o leitor é confrontado, a cada página, com uma pergunta essencial: o que nos torna, de fato, vivos?