Quantos rios cabem escondidos numa cidade?
Sob ruas e avenidas, correm veias silenciosas. Ao descobrir que o rio Ipiranga havia sido canalizado, Leo Cunha se espantou: onde estão as margens que testemunham nossa história? Há tempos, Paulo Rea mapeia esses cursos d’água soterrados, registrando-os para que não sejam esquecidos.
Diante do tema sensível e da urgência ambiental, os autores uniram literatura e marchetaria, técnica que revela o oculto da madeira, para narrar em versos e ilustrações a busca de um colecionador de rios enterrados em diferentes cidades brasileiras. Encontrá-los pode ser o primeiro passo para recuperá-los, como sugere Renata Falzoni no posfácio.