OLHAR para o passado é essencial para compreender o presente e antecipar o futuro. O mundo empresarial, assim como a história do trabalho, evolui constantemente. Tempo, trabalho e corporações são os grandes protagonistas da narrativa humana. E é exatamente essa interseção entre gestão emocional e transformação no ambiente profissional que exploramos neste livro: CONEXÕES DE MENTES FORTES: GESTÃO EMOCIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL.
Para entendermos a relevância da inteligência emocional no mundo dos negócios, precisamos fazer um breve resgate histórico sobre a evolução do trabalho.
Desde os primórdios da humanidade, os homens aprenderam a transformar seus ofícios em sustento. Os mais visionários descobriram como multiplicar o dinheiro que recebiam em troca de sua arte e serviço. Com o tempo, fomos nos movendo, inovando e expandindo, até chegarmos à Revolução Industrial, um dos maiores marcos da história econômica e social.
A Primeira Revolução Industrial (1750-1850) trouxe o uso do carvão como principal fonte de energia e a invenção da máquina a vapor, impulsionando indústrias têxtil e siderúrgica. Foi nesse período que surgiram as primeiras fábricas, a urbanização acelerada e a exploração desenfreada da mão de obra humana, incluindo o trabalho infantil. O ofício, antes individual e artesanal, passou a ser vendido em troca de tempo e produtividade.
A Segunda Revolução Industrial (1850-1945) trouxe novas fontes de energia, como o petróleo e a eletricidade. A invenção do motor de combustão interna; do telefone; da lâmpada elétrica e dos automóveis revolucionou a sociedade. O fordismo transformou a produção em massa, dando origem a corporações gigantescas e ao capitalismo financeiro.
A partir de 1945, o mundo acelerou em uma velocidade nunca vista. O advento da internet revolucionou as comunicações e os negócios. O que levava uma vida inteira para ser conquistado, hoje, pode ser alcançado em dias, horas ou, até minutos. Muitos dos ofícios tradicionais desapareceram, enquanto outros surgiram. O dinheiro, antes acumulado ao longo de décadas, circula agora em um ritmo frenético. Mas em meio a tantas inovações, uma pergunta fundamental emerge: como fica o ser humano em tudo isso?
Na era digital, a informação se tornou um produto barato, acessível a qualquer um. A verdadeira disputa agora é pela mente humana. O jogo do engajamento captura nossa atenção e nos bombardeia com conteúdos superficiais. Não à toa, o Oxford Dictionary elegeu brain rot como a palavra do ano